O BRIC é um termo criado por Jim O' Neill, economista e diretor do grupo financeiro Goldman Sachs. Porém, o próprio idealizador do nome para os países emergentes com grande potencial econômico e industrial, já deixa a expressão. A China, por exemplo, cresceu exponencialmente em relação à economia, assim como o Brasil. O BRIC é considerado por Jim, como outro patamar – não mais como um grupo de países emergentes.

A expectativa dos economistas sobre BRIC é que esse grupo atinja a marca dos 85 trilhões de dólares no Produto Interno Bruto. Os quatro integrantes, daqui há 40 ou 50 anos, chegarão à marca de 40% da população mundial. Eles passarão do Grupo dos Sete, conhecido também como G7, na economia, assim, ultrapassando os Estados Unidos e União Europeia – se tomando o BRIC como um bloco econômico.

O Brasil possui a maior economia da América Latina, em nível de continente americano, é a segunda delas, atrás somente dos EUA. Os brasileiros têm forte potencial no mercado agropecuário, com altos índices de produção de carne bovina e soja. Com o recente projeto dos biocombustíveis, a produção da cana-de-açúcar aumentou. Além disso, o país desenvolveu o programa do pré-sal.

A Rússia, assim como o Brasil, tem o foco nas matérias primas: petróleo, gás natural, extração mineral. É o terceiro maior exportador de grãos, perdendo para Estados Unidos e a União Europeia. Na perspectiva econômica em relação ao BRIC, ela seria uma potência na exportação de mão de obra e de tecnologia. Além disso, a Rússia é uma potência militar, herança da corrida armamentista travada entre EUA e URSS.

A Índia é um país com grande ascensão no comércio. Mesmo que não pareça, o país é um dos maiores produtores de softwares. Sua enorme população contribui para denominá-la como a nação com maior força de trabalho do mundo. O governo indiano está investindo fortemente na mão de obra de qualidade. Sem contar que ela é potência militar como a Rússia e a China.

A economia chinesa deu um salto muito grande. De acordo com os economistas, a China será, em 2050, a maior economia do mundo, batendo a nação mais poderosa: os Estados Unidos. Em relação a Produto Interno Bruto, a China está em segundo lugar no ranking, deixando para trás as potências mundiais como Japão e Alemanha. A mão de obra é barata, a tecnologia é bem avançada, a infraestrutura e organização do país contribuem para tamanho sucesso.

Há especulações de outros nomes; no acrônimo BRIC, acrescentar a letra 's' para representar a África do Sul. Ou até mesmo o inicial do México, que deixaria o nome BRIMC. A Coreia do Sul entraria também, mas, tanto ela quanto os mexicanos já foram descartados. Com grande influência exercida pelo North America Free Trade Agreement ou Tratado Norte Americano de Livre Comércio (NAFTA), o México tem crescido. Por isso, sua possível candidatura ao BRIC.